segunda-feira, 20 de abril de 2015

A hipocrisia do jogo proibido.

Há alguns anos eu tenho umas ideias perdidas que às vezes vão tomando forma na forma de textos. 

Alguns destes textos foram publicados num blog que eu tinha no myspace, e outros num jornal local aqui da minha cidade.

Lendo-os novamente, entendi que alguns continuam muito atuais, mesmo tendo sido escritos há dez anos, razão pela qual vou publicá-los aqui, fazendo umas pequenas revisões e/ou adequações de acordo com o momento que vivemos.

Espero que gostem!

A HIPOCRISIA DO JOGO PROIBIDO.

Dizem que no Brasil existem leis que “pegam” ou “não pegam”. Trata-se de uma das poucas Nações no mundo em que existe uma desculpa oficial para o descumprimento da lei. E essa característica é dada a determinados textos legais pelos próprios parlamentares. Cansamos de ver nossos excelentíssimos representantes declararem esta situação em entrevistas. Assim, a Lei já sai da Casa Legislativa desacreditada, o que, por óbvio, desobriga a todos de seu cumprimento. Deixemos para uma outra análise a conduta dos parlamentares.

Antes de mais nada, deixo claro que escrevo não apenas por ser favorável à liberação do jogo. Sou um voraz combatente da hipocrisia e da idiotice.

Desde 1946, ou seja, há 61 anos, o jogo é proibido no Brasil. A proibição foi imposta pelo Marechal Dutra por obra e graça de Dona Santinha (Carmela Leite Dutra), a primeira-dama, a quem se reputa uma fé católica inabalável e uma grande ligação com os setores mais conservadores da Igreja.

Acredito ser este o primeiro exemplo de comandos legais que “não pegaram”. Afinal, desde que o jogo foi proibido, ele continua existindo, só que de forma “alternativa” ou clandestina. Os bingos, recentemente fechados, serão deixados de lado. Falaremos deles oportunamente.

Vejamos algumas possibilidades de jogo não-clandestino: é possível jogar em cassinos, fazer apostas em campeonatos de futebol, baseball e automobilismo, tudo com a maior tranqüilidade, pela internet, bastando ter um cartão de crédito; aqueles um pouco mais abastados podem pegar um vôo até Montevidéu ou Punta Del Este e jogar num cassino local; os demais, podem juntar as economias ou, pagar um cruzeiro (a temporada anual começa agora) em 12 parcelas e jogar num elegante cassino flutuante.

Num mundo globalizado como o de hoje (em que se pode comprar qualquer coisa em Paris, Londres ou Praga, com meia dúzia de toques no teclado), é impossível impedir que as pessoas joguem pela internet. Assim, o jogo passa a existir de forma legal dentro do território nacional. Quem ganha e quem não ganha com isso?

Ganham os donos dos sites, seus anunciantes, as operadoras de cartões de crédito, as agências de turismo, as empresas donas de navio, os hotéis, restaurantes e clubes freqüentados pelos jogadores. Com um detalhe: pouquíssimos são brasileiros (só as agências de viagem, acredito). Perdem os brasileiros e o Brasil, e muito. Perdem em arrecadação de impostos, geração de empregos e desenvolvimento da economia.

Observem o exemplo mais gritante: Las Vegas, nos Estados Unidos, fica num deserto, no meio do nada e é um dos maiores polos geradores de empregos e divisas daquele País. Cassinos, hotéis, restaurantes e toda a sorte de estabelecimentos destinados ao entretenimento. Lá se realizam atrações que são televisionadas para o mundo inteiro. E é para lá que são atraídos os turistas com gosto pelo jogo e pelo entretenimento.  Muitos sul-americanos (brasileiros em maioria) vão para lá gastar suas economias. Até mesmo Macau, ex-colônia chinesa do outro lado do mundo passou a enxergar o jogo como fonte de recurso e de desenvolvimento econômico, atraindo investimentos de bilhões de dólares.

Enquanto isto, há 61 anos, o jogo e todas as divisas dele decorrentes são proibidos no Brasil e ninguém faz nada para mudar esta situação. Sucessivos governos têm preferido deixar o jogo nas mãos externas ou clandestinas, quando poderia resolver seus problemas de arrecadação com os tributos.

Porque ao invés de um “Polígono das Secas”, não se estabelece um “Quadrilátero do Entretenimento” num ponto do Brasil carente de investimentos?

Já temos uma vocação turística bastante consolidada, que pode evoluir ainda mais. Basta apenas atrair o turista disposto a gastar.

Difícil? Acredito que não. Basta tentar fazer isso de maneira séria.

domingo, 19 de abril de 2015

Se o trailer é assim...

Uma das melhores séries que eu já assisti é True Detective (HBO)

Esta semana lançaram o trailer da segunda temporada:


Além de um elenco fora de série, a música é matadora...

Pena que ainda não está disponível. Vamos aguardar a HBO liberar...

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Sobre a ética.

Vi hoje uma publicação da OAB, e achei muito interessante, principalmente considerando o momento que o País atravessa:

"A finalidade da ética é construir as bases que vão guiar a conduta do homem, determinando o seu caráter, altruísmo, virtudes, e como se comportar em sociedade. Para o exercício da ética, é preciso ter em mente que é aceitável perder. 
É preferível perder a mentir, lograr, insinuar, dissimular. 
As pessoas que, por costume e por formação, não estão dispostas a perder, certamente estão dispostas a fazer de tudo para ganhar ou levar vantagem em todas as situações. 
Importa lembrar que fins éticos requerem meios éticos, e a famosa expressão “todos os fins justificam os meios” não é válida quando se busca ser ético." 

#ficaadica

Bom final de semana!

Talvez hoje ainda tenha música...

segunda-feira, 13 de abril de 2015

A new beggining

Todos os dias somos apresentados à oportunidade de um novo começo. 

Ainda que por via equivocada, haja vista que o primeiro dia da semana é o domingo, às segundas feiras esta oportunidade fica mais latente.

E, nada melhor para começar uma semana do que uma música que nos traz à reflexão. Poderia listar várias aqui, mas hoje vou começar com um "Mantra":


Boa semana a todos! 

Todo novo começo nos leva a escrever uma nova história! Escreva a sua.

sexta-feira, 10 de abril de 2015

The Doors

Como seria se Jim Morrisson não tivesse morrido?


Se não houvesse aquela morte repentina, talvez não lembraríamos de "The End".

Fica aqui a reflexão.

terça-feira, 7 de abril de 2015

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Fim de semana!

A semana termina hoje, com um feriado e uma folguinha prolongada.

Todo os meus fins de semana começam com a mesma trilha, semanalmente. Apresento aqui as duas primeiras, e na ordem que eu ouço:





Bom fim de semana a todos, boa Páscoa!