quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Sobre brasileiros, eleições e outros paranauês.

Estamos em época de eleição nas seccionais da OAB. Abro o jornal esta semana e vejo que uma das chapas que concorre em São Paulo tem como candidata à Vice-Presidente, a filha de um advogado muito ligado ao ex-presidente Lula.

Em decorrência da notícia, ouço uma série de teorias conspiratórias, a principal dando conta que o PT planeja tomar de assalto também a OAB.

Ouço, penso, reflito e....

Observo que nada mais me espanta. O PT no governo, assim como seus partidos aliados, seguem o “Método Chavista”, uma evolução porca do totalitarismo cubano, cujo líder quadrilheiro, Fidel Castro, apoiava, idolatrava e recebia ajuda do Coronel Chávez.

A propósito, não esqueçam que Chávez era militar!

A receita é sempre a mesma: medidas populistas, irresponsabilidade fiscal, aparelhamento do Estado e das instituições. Aparelhamento tal que membros do partido sempre fazem menção aos “cinco votos” que possuem na mais alta corte do País.

Um ex-presidente de uma seccional da OAB já emprestou apoio declarado ao Grande Líder Lula!

O pior, é que o partido no poder foi amplamente apoiado pelos demais partidos de “esquerda” (deveria por um emoticon de risada aqui?), pela “intelligenzia” socialista (outro emoticon?), todos agora traídos, e que nada fazem a não ser empinar seu nariz e fingir que nada veem.

Fingem que não veem que o projeto do PT era um projeto de poder e enriquecimento e não de Estado. Apoiaram aquilo que sempre “combateram”.

Esses partidos de “esquerda” que são responsáveis por condutas tão torpes e difundidas, tudo sempre em nome do poder. A ponto de um empresário milionário e conhecido por suas práticas pouco usuais ter sido eleito por um partido “comunista” para determinado cargo. Acho que não sabe nem apontar no mapa onde fica Cuba ou Coréia do Norte, apenas para citar dois países “comunistas”.

Daí a chegar a eleição para presidentes regionais de uma entidade de classe com tanta visibilidade como a OAB, é algo muito simples.

Presidentes que almejam o terceiro ou o quarto mandato, chapas que são apoiadas e às vezes até compostas por membros com clara intenção de voos políticos mais amplos são alguns dos exemplos mais comuns.

Justamente na OAB, que se jacta de ter estado a frente dos movimentos democráticos, de cobrar o funcionamento das instituições, entre outras causas nobres, é permitido que sejam criadas verdadeiras “dinastias presidenciais”.

Não há limite de reeleições e não há necessidade de afastamento da direção. Ou seja: tudo aquilo que se cobra dos outros, em muitos casos, não se exige em casa.

E a “máquina” funciona como um rolo compressor com mordomias, favores e apoios interessados. Novas sedes regionais são inauguradas com pompa e circunstância, com a presença de membros do executivo, legislativo, judiciário e até eclesiástico dando impressão de uma grande vitória local quando, na verdade, são erguidas com o sacrifício de todos os advogados do Estado.

E essa mesma regional não possui qualquer autonomia financeira, exceção feita a pequenas receitas locais tais como as fotocopiadoras em fóruns. Ganha uma sede, mas não manda no próprio orçamento.

Neste aspecto, não podemos esquecer que a própria OAB cobra do Poder Executivo a autonomia do Poder Judiciário sobre suas próprias receitas e despesas. Pelo menos durante as campanhas eleitorais quadrienais a cobrança é repetida.

Depois, nos quatro anos de mandato do executivo eleito, o assunto fica esquecido, meio de lado, mas também não tem problema, afinal, ela mesma não proporciona autonomia, o que dirá cobrá-la.

Nestas eleições da classe dos advogados, muitos advogados propõem a defesa intransigente da classe, mas, no fundo, buscam mesmo é sua cota de poder.

A OAB hoje nada mais é do que um retrato mal ajambrado da própria sociedade brasileira. A diferença é que está revestida de corporativismo.
Seja lá quem for eleito, será mais do mesmo.


Tomara que eu me engane.

domingo, 18 de outubro de 2015

Domingo sem inspiração.


Uma manhã cinza de domingo em São Paulo impede uma volta de moto.

A adaptação ao horário de verão atrapalha todo meu corpo. Os pensamentos também não fluem com a agilidade esperada.

O silêncio nos grupos do whatsapp mostra que meus amigos estão na mesma sintonia.

Resta atualizar as playlists musicais do telefone, pensar na próxima tatuagem, constatar que velhas marcas sumiram da minha mão.

Ouço Solsbury Hills, de Peter Gabriel, e na sequência aleatória, Apologize, com One Republic, e me pergunto se sempre será tarde demais para se desculpar.

Domingos cinzentos fazem isso conosco: nos induzem a momentos de reflexão.

Pelo menos no fim da noite vai haver um episódio novo de The Walking Dead, a série que um monte de gente não gosta do tema, mas assiste.

Eu, ao contrário, assisto, não perco um capítulo e gosto. Acompanho a transformação de Rick Grimes em "Cavaleiro Negro", um "Fallen Jedi" que, cada vez mais é tomado por seu Dark Side.

Sento, escrevo este texto e penso: I know the power of the dark side. And I Like it.

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Momentos de reflexão.

Certos eventos - trágicos ou não - nos induzem, invariavelmente, a alguns momentos de reflexão.

Curiosamente, minhas reflexões são acompanhadas por música, e essa é uma daquelas que embalam bem estes momentos.

Boa semana!



sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Aniversário é sempre um dia complexo...

Costumo dizer aos meus amigos que nosso aniversário é um dia que marca de forma positiva e negativa ao mesmo tempo. Felicidades e tristezas se reúnem numa única ocasião. Aniversário é um momento de dicotomia. A data marca uma um breve instante entre o começo e o fim, entre um fim e um recomeço.

É o dia em que você respira fundo, olha para trás e vê tudo o que aconteceu no último ano. Lembra de seus sonhos e aspirações formados um ano atrás e tudo aquilo que você conseguiu realizar. Se entristece por tudo aquilo que não conseguiu. Noutra respiração, refaz as promessas que não cumpriu, os planos que não seguiu e promete que neste ano vai ser diferente.

Inspira, expira e não pira....

Eu sou um cara que não gosta muito de redes sociais, mas devo admitir que algo de bom elas trouxeram: gente com quem há muito não podemos partilhar a mesa, o balcão do bar, o banco da praça e os brinquedos do parquinho sabe onde nos encontrar e pode deixar um cumprimento. Uma lembrança eletrônica que corresponde a um gesto de carinho.

E quem está perto... Bom, que está perto também deixa um recado, e dá um jeito de te dar um abraço, um beijo ou um telefonema. E, às vezes, um telefonema salva o dia.

Eu queria agradecer pessoalmente cada um dos mais de 100 cumprimentos que eu recebi hoje, por publicação na timeline do facebook, mensagem inbox, mensagem no tweeter, e-mail, whatsapp, sinal de fumaça, mentalização, meditação, vibração, fax e telex.

Como é difícil conseguir isso antes do próximo aniversário, vou aproveitar esta postagem pública e meio blogueira para este agradecimento. 

Todos vocês estão no meu pensamento! 

Meus amigos e amigas de esquerda, de direita, sem direção, sem noção, abstêmios, cangibrinas, meninos, meninas, afins e correlatos, do bar, da moto, do parquinho, de muito tempo, de outro dia, da família natural, da família escolhida, enfim, todos...


A todos o meu obrigado!

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Mais um que eu queria ter escrito

A Ruth Manus em seu blog, sempre manda muito bem.

Hoje ela escreveu mais um texto que eu gostaria de ter escrito.


Como não escrevi, reproduzo com o crédito devido:



A doce vida de um advogado

RUTH MANUS
12 Agosto 2015 | 11:35

Tão doce quanto um balcão de fórum.



A doce vida de um advogado começa de manhã cedo. Porque tem audiência, tem prazo, tem trânsito. Acordamos, tomamos um banho e um café preto, colocamos sapatos que apertam, gravatas que apertam, saias que apertam. Alguns pegam o carro, que de uns poucos é Mercedes e de uns muitos é Palio, Celta e Corsa. Outros tantos pegam metrô, ônibus e trem. Uns pegam a bicicleta, outros a moto. E começa o dia.
Dia esse que começa com a cabeça cheia. Mas tudo bem, porque os eles também terminam com a cabeça cheia. A gente vai se habituando. Reunião com cliente. Chamar o cara que conserta a impressora. Tirar aquela dúvida com o contador. Comprar o novo código. Preparar três defesas e dois recursos.  Tirar cópias. Ver se aquele pagamento atrasado caiu.
Poucos sabem que na nossa doce vida tem um número incontável clientes insanos. Que gritam, que mandam 7 e-mails em 20 minutos, que nos ligam no domingo, que nos acusam de não estar dando atenção ao caso dele, mesmo que estejamos acompanhando o andamento todo santo dia.
Poucos sabem que tem cliente que simplesmente não nos paga. E não são poucos. E que esses honorários que a gente deixa de receber não servem para comprar bolsas caras ou ternos italianos. Servem para pagar aluguel, para pagar o estagiário, para comprar os livros que embasam nossas teses. E mesmo quando os clientes pagam, nem sempre o orçamento fecha.
E nesse doce dia a dia a gente estuda. Lê o Código de Processo que mudou. Lê artigos sobre o que mudou no Código de Processo. Advogados, depois de pelo menos 5 anos de estudo, se matriculam na pós. Vão a congressos. Palestras. Seminários. Querem fazer mestrado. Os que não vão, quase sempre é por falta de grana. Porque com a falta de tempo e com a falta de saúde a gente já aprendeu a lidar, fazer malabarismo, fazer milagre.
E o engraçado é que para o senso comum, todo mundo pode ganhar dinheiro. O jogador de futebol é pelo talento. O artista pelo dom. O médico pelos estudos. O engenheiro pela dedicação.  Mas o advogado não. Se o advogado ganha bem, todo mundo já acha que é porque se aproveita dos clientes, faz esquema. Não pode ser por talento, nem dom, nem estudo, nem dedicação.
A verdade é que enche o saco ficar ouvindo que advogado é o cara explora as pessoas, que ganha dinheiro fácil, que enrola todo mundo. Existe advogado desonesto? Sim. Assim como médico desonesto, engenheiro desonesto, jogador de futebol desonesto. Mas digo com a maior tranquilidade: esses caras são exceção, não regra.
Conheço advogados que ficaram ricos. Como? Estudando muito, trabalhando madrugadas, sacrificando outros projetos. Também conheço um monte de advogado que tá sem grana. Por azar, por parcerias erradas, por erro de administração. Mas não conheço nenhum, nenhum advogado que esteja rico ou pobre porque trabalha pouco. Trabalhar pouco e ser advogado são expressões que nunca andam juntas.
Ontem, 11 de agosto, foi dia do advogado. Ouvi um parabéns ou outro, recebi e-mail da OAB, da AASP. Sou professora e advogada. Uma profissão endeusada, outra totalmente estigmatizada. Um 15 de outubro é sempre muito diferente de um 11 de agosto. Eu não coloco asas de fada e uma tiara de flores para dar aula, nem coloco capa vermelha, chifres e um tridente na mão pra ir pro escritório. Sou a mesma pessoa, professora e advogada. Assim como todos advogados que conheço, que ralam, que tomam porrada, que dormem pouco, têm torcicolo, têm preocupações infinitas, ouvem piadas, ouvem grosseria, fingem que não ligam e seguem em frente.
Não espero flores nem presentes por ser advogada. Mas espero respeito. Carrego uma carteirinha vermelha na bolsa e um orgulho imenso no peito pelo que faço. Sou advogada. Tenho orgulho das minhas olheiras e da minha trajetória. Tenho orgulho de pertencer a essa classe que batalha pela própria sobrevivência e pelo direito alheio. Tenho orgulho de desempenhar função essencial à justiça, ainda que o mundo pareça nos ver como inimigos. Mas sabemos quem somos, sabemos o quanto lutamos. E chega de conversa, que mimimi não interrompe prazo. E tem prazo vencendo hoje. Sempre tem prazo vencendo. E a gente tem que vencer os prazos. E vencer os casos. Feliz agosto pra nós. Tamo junto.

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Depois de uma folga...

Ainda não estou bom para escrever. 

Os textos não estão como eu gosto, mas tenho lembrado muito de uma música:


Enjoy it!

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Eu tenho direitos.

Eu tenho direitos. O principal deles é o meu inalienável direito de opinião.

Eu tenho o direito de:

1.      Dizer que o Estado brasileiro está inchado, obeso, repleto de cargos de confiança e rapapés que fazem com que ele tenha um impacto altíssimo sobre o que se produz aqui. Podia listar mais um tanto de coisas...

2.      Querer que essa farra acabe, e de defender  Estado no menor tamanho possível;

3.      Dizer que a PresidentE cometeu estelionato eleitoral ao dizer que ia diminuir o custo da energia na canetada, para depois impor aumentos sucessivos num período em que a crise já está instalada. O Sr. Paulo Skaf da FIESP está junto no estelionato, porque também foi à TV dizer que tinha sido apoiador da medida e, insinuando, inclusive, sua influência nessa decisão;

4.      Acreditar e defender que o sistema penal brasileiro é frouxo e o prisional desumano, e de ainda não ter uma opinião formada sobre a redução da maioridade penal, mas acreditar que o sistema que avalia a capacidade do infrator/criminoso responder por seus atos é mais lógico e justo;;

5.      Defender que é o próprio governo (federal, estadual e municipal, do PT, do PSDB, do PSOL e da PQP) não investe em educação, porque é cômodo e adequado que as crianças estejam aí, com seus smartphones na mão, no whatsapp e no facebook, lendo tudo quanto é tipo de abobrinha, geralmente escrita em tese rasa, formando uma geração de imbecis;

6.      Entender que, no comando dessa salada de partidos não tem inocente nenhum, e na base tem um monte de iludidos e interessados;

7.      Ler uma determinada notícia em pelo menos 4 jornais diferentes e formar a minha própria opinião, assim como não querer ler os babacas da chapa branca do governo, que vivem das verbinhas de publicidade governamentais;

8.      Apoiar a existência do casamento homoafetivo, que já existe por autorização expressa do Supremo Tribunal Federal, que é, em última instância, quem interpreta a Lei. A imbecilidade de malafaias, felicianos e cunhas não impede esta existência e nem se confunde com as questões religiosas. Casamento é contrato público de convivência entre duas pessoas, sejam elas quem forem;

9.      Apoiar a descriminalização do uso de determinada droga ou substância alucinógena, na mesma medida em que a apoio tratamento duro para o tráfico (o problema não é fumar um banza, é colocar a molecada para vender na escola);

10.  Ouvir Pink Floyd, Bauhaus, Nelson Gonçalves, Chitãozinho e Xororó e outras tantas coisas e não saber quem é o tal do Cristiano Araújo;

Eu tenho o direito de ter esta opinião e outras tantas, que não me tornam de esquerda, nem de direita. Só demonstram que eu penso fora da caixinha e consigo ver que entre o preto e o branco tem um tanto de tons de cinza.


Esse é o meu direito, e eu não abro mão dele.

segunda-feira, 22 de junho de 2015

A letra prometia e cumpriu.

Na estréia da série, foi disponibilizada no iTunes a canção " The Only Thing Worth Fighting For".

Já tinha falado dela aqui (http://marcelopiotto.blogspot.com.br/2015/05/letra-que-promete.html)

E a música já está no youtube.

Enjoy it:



Boa semana para todos!

sexta-feira, 19 de junho de 2015

A música e a história de todo mundo.

Sou muito ligado em música, rock principalmente, mas ando ouvindo outras coisas. Agora, com um pouquinho mais de experiência, ando tomando um pouco mais de cuidado com as letras, prestando mais atenção.

Hoje ouvi, pela milionésima vez, Piano Bar, dos Engenheiros Hawaii. E só nesta milionésima vez, reparei em algumas nuances da letra. E aí me toco que ela fala de experiências que todos nós já passamos.

Olha só:

O que você me pede, eu não posso fazer
Assim você me perde e eu perco você.
Como um barco perde o rumo
Como uma árvore no outono perde a cor.

O que você não pode, eu não vou te pedir.
O que você não quer, eu não quero insistir.
Diga a verdade, doa a quem doer
Doe sangue e me dê seu telefone.

Todos os dias, eu venho ao mesmo lugar
Às vezes fica longe, impossível de encontrar
Mas, quando o bourbon é bom
Toda noite é noite de luar.

No táxi que me trouxe até aqui, Willie Nelson me dava razão,
As últimas do esporte, hora certa, crime e religião.
Na verdade "nada" é uma palavra esperando tradução.

Toda vez que falta luz,
Toda vez que algo nos falta
O invisível nos salta aos olhos,
É um salto no escuro, da piscina.

O fogo ilumina muito, por muito pouco tempo.
Em muito pouco tempo, o fogo apaga tudo
E tudo um dia vira luz.
E toda vez que falta luz,
O invisível nos salta aos olhos.

Ontem à noite, eu conheci uma guria
Já era tarde, era quase dia
Era o princípio num precipício
Era o meu corpo que caía.

Ontem à noite, a noite 'tava' fria
Tudo queimava, mas nada aquecia.
Ela apareceu, parecia tão sozinha.
E parecia que era minha, aquela solidão.

Eu conheci uma guria que eu já conhecia
De outros carnavais, com outras fantasias
Ela apareceu, parecia tão sozinha.
E parecia que era minha aquela solidão.

Destaquei alguns pontos que acho interessantes. Quem nunca passou por isso? Certamente, ao ler estes versos sem o acompanhamento musical, muita gente vai se identificar com as situações.

Conhecer uma guria (ou um guri), que era o “princípio de um precipício”, onde você se atiraria sem paraquedas; ter de dizer não a um pedido, sabe-se lá porquê, ou, pedir algo que alguém não pode dar; imaginar que essa negativa vai acabar com tudo, enfim...

Eu já conheci, eu já vivi. E já enfrentei a solidão. E não é a solidão de estar só, apenas. É a solidão de ter de viver com uma decisão que lhe contraria, que lhe afasta daquele alguém. É aquela solidão do sofrimento adolescente, jovial, cheio de energia e de raiva.

Afinal, depois do ontem à noite, parecia que era minha aquela solidão.

Ali embaixo, tem a música.

Bom fim de semana a todos!






Vou continuar tentando

Uma amiga jornalista e da mais alta competência, me mandou uma mensagem no Facebook dizendo que lê meu blog.

Pelo menos, uma confirmação de que alguém lê os textos mal escritos deste pretenso escriba, assim como os bons textos de terceiros que eu gosto de divulgar.

Como ela disse, desacelera, mas não para.

Em homenagem a ela, na sequência tem mais um texto mal escrito, acompanhado de música.

Valeu!

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Eu também queria ter escrito este texto

Estava passando pelo Jacaré Banguela, como sempre, e me deparei com um post dele (http://www.jacarebanguela.com.br/2015/06/01/que-texto-otimo-desafiador-eu-queria-ter-escrito-isso/), sobre um texto que ele queria ter escrito.

Pois bem, li o texto e, também queria tê-lo escrito. Mais do que isso, concordo com o pensamento.

E seguindo a máxima de que informação boa é informação compartilhada, reproduzo o excelente texto da Ruth Manus:


Quanto tempo ainda vamos perder?

“A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade.”
Ah, Drummond.
Ele sempre foi minha grande paixão. Mas essa frase… Essa frase é especial. Foi a frase que minha amiga amada pediu para pintarem na parede do seu quarto quando começou a quimioterapia. E ela viveu todos seus dias intensamente, com um sorriso no rosto, pedindo pra ficar mais um pouco.
Até que um dia ela se foi. E eu, aos 18 anos, me prometi que viveria por mim e por ela. Que não teria medo de arriscar e que nunca faria da minha vida um mero encadeamento de dias. Estou tentando.
Então, diariamente, uma pergunta martela na minha cabeça: quanto tempo perdemos?  E quanto tempo ainda vamos perder?
Porque me falta tempo; porque acordo cedo amanhã; porque tô com enxaqueca; porque tô de dieta. Com excesso de zelo, excesso de cautela, excesso de fé na ideia de que sempre pode ficar para amanhã.
Chega, vai. A vida é só uma e a vida passa correndo. Quando a gente vê, já passaram as chances e tudo o que sobra na cabeça é um triste e fosco rol de hipóteses não tentadas e de riscos não corridos.
E essa conversa não é necessariamente sobre projetos grandiosos. É simplesmente sobre sopros de liberdade. Sobre uma vida mais feliz por ter menos regras intransponíveis.
É sobre pegar um cinema sozinho, de preferência numa terça-feira.
Sobre comprar uma passagem poucas horas antes do voo. E ir só com a roupa do corpo.
Sobre voltar da padaria com um sonho pro porteiro do prédio.
Sobre ir de pijama à garagem buscar aquele negócio que ficou no carro.
Sobre entrar no elevador com a toalha de banho enrolada na cabeça
Sobre comer jiló, javali, jaca, jacaré.
Sobre pedir desculpas por um erro de 2002.
Sobre pegar insetos nas mãos.
Sobre ligar, dizer que sente falta, que sente muito, que sente que pode ser agora.
Sobre comprar aquela peça de roupa que você sempre namorou, mas que acha inadequada para a sua idade ou para o seu tipo físico.
Sobre fazer caretas para as crianças da perua escolar no trânsito.
Sobre parar num bar e tomar uma, duas, três cervejas só na sua companhia, em horários inadequados.
Sobre deitar na cama, dormir de roupa, sem escovar os dentes.
Sobre finalmente mandar pessoas tóxicas à merda.
Sobre cortar curtinho, pular do alto, nadar no fundo.
Sobre um belo dia resolver mudar e fazer tudo o que se quer fazer, se libertando daquela vida vulgar que a Rita Lee cantou.
Sobre não se render mais um dia à tal prudência egoísta que nada arrisca de Drummond.
Porque é fácil levar uma vida banal e queixar-se a respeito dela. Mas será que quando a vida não é fantástica, a culpa é do destino ou a culpa é nossa?
Eu não sei se a vida é curta, mas sei que essa vida é uma só. E que o tempo não volta.
A gente tem que fazer o que tem que ser feito.
Pode ser hoje. Façamos ser hoje.
Boa semana para todos!

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Redes sociais

Não sou fã de redes sociais, apesar de estar inscrito em várias delas pelas mais diversas razões. No Twitter sigo diversos jornais e fontes de informação, assim como alguns colunistas e personalidades que podem acrescentar algo, seja com mensagens em 140 caracteres, seja com links para assuntos mais longos e interessantes.

Passei mais de 6 meses fora do Facebook e confesso que não me fez a menor falta. Já achava que nada ali acrescentava algo na minha vidinha simples. A conta estava suspensa desde então, sem atualização, sem notificação, sem mensagens.

Infelizmente, na última semana, para poder usar um aplicativo de celular, fui obrigado a usar os dados da conta desativada e, qual não foi a minha surpresa, ela voltou à ativa. Fiz até algumas atualizações de informações e coisas afins, para não parecer que eu saí do planeta e voltei agora.

Qual não foi a minha surpresa ao verificar que, tudo encontra-se exatamente como quando eu suspendi o acesso! Nenhuma evolução. O pessoal que defende o governo (as classes dos Is – Iludidos e/ou Interessados), continua com a mesma cantilena. 

Somente duas novas discussões: redução da maioridade penal e casamento gay (essa é meio velha, mas fazer o quê?). Daqui uns dias escrevo minha opinião sobre os dois assuntos.

Olhando friamente, o problema não é o assunto, alguns são relativamente importantes. A forma como eles são tratados, entretanto, é que é preocupante: na maioria das vezes, apenas com raciocínios rasos e tacanhos. E, é curioso observar que algumas pessoas concordam e discordam, comentam e não fazem nenhum juízo de valor sobre o assunto.

Vejo até, em algumas oportunidades, pessoas que queriam discordar, mas, por problemas com a redação das ideias e, também de compreensão do conteúdo, concordam. E vice-versa.

Certa vez, numa discussão filosófico-etílica do grupo com o qual me reúno, chegamos à conclusão que as redes sociais (podemos incluir os famigerados grupos de Whatsapp) afastam do contato pessoal. Hoje é mais simples mandar uma mensagem (ou msg) de felicitações do que dar um telefonema. Mas não é só: elas também instituíram o superficialismo em toda e qualquer discussão que lá acontece.


É triste, mas estamos nos afastando e emburrecendo com o auxílio de nossos próprios amigos nestas redes. E o pior: não conseguimos enxergar esse processo.

terça-feira, 19 de maio de 2015

E, se?

Hoje não tem texto, poesia declamada, música ou pensamento filosófico.

Só uma pergunta: E, se?

Certamente você tem, na sua história, diversas situações em que se pergunta sobre a alternativa da decisão tomada.

Ainda que você, como eu, não se arrependa do caminho trilhado, com certeza você se faz essa pergunta...

Imagine a alternativa. Como seria?


segunda-feira, 18 de maio de 2015

Letra que promete

Outro dia postei aqui o trailer da segunda temporada de True Detective (http://marcelopiotto.blogspot.com/2015/04/se-o-trailer-e-assim.html).

Uma baita série que promete para a segunda temporada.

A música tema, apresentada em cerca de um minuto, continua protegida a sete chaves pela HBO, mas também promete ser um sucesso.

Gostei tanto que há dias estou ouvindo para "tirar" a letra de ouvido. Meu inglês não é muito bom, mas vamos lá:

Change will come to those who have no fear. 
But I’m not her.
You never were the kind who kept a rulebook near. 
We were we like a pair of thieves, tumbled locks and broken codes,
you cannot take that from me, my small reprieves, your heart of gold.
We were like a battlefield locked inside a holy war, your love is my due diligence,
the only thing worth fighting for.

Será que é boa?