quarta-feira, 20 de maio de 2015

Redes sociais

Não sou fã de redes sociais, apesar de estar inscrito em várias delas pelas mais diversas razões. No Twitter sigo diversos jornais e fontes de informação, assim como alguns colunistas e personalidades que podem acrescentar algo, seja com mensagens em 140 caracteres, seja com links para assuntos mais longos e interessantes.

Passei mais de 6 meses fora do Facebook e confesso que não me fez a menor falta. Já achava que nada ali acrescentava algo na minha vidinha simples. A conta estava suspensa desde então, sem atualização, sem notificação, sem mensagens.

Infelizmente, na última semana, para poder usar um aplicativo de celular, fui obrigado a usar os dados da conta desativada e, qual não foi a minha surpresa, ela voltou à ativa. Fiz até algumas atualizações de informações e coisas afins, para não parecer que eu saí do planeta e voltei agora.

Qual não foi a minha surpresa ao verificar que, tudo encontra-se exatamente como quando eu suspendi o acesso! Nenhuma evolução. O pessoal que defende o governo (as classes dos Is – Iludidos e/ou Interessados), continua com a mesma cantilena. 

Somente duas novas discussões: redução da maioridade penal e casamento gay (essa é meio velha, mas fazer o quê?). Daqui uns dias escrevo minha opinião sobre os dois assuntos.

Olhando friamente, o problema não é o assunto, alguns são relativamente importantes. A forma como eles são tratados, entretanto, é que é preocupante: na maioria das vezes, apenas com raciocínios rasos e tacanhos. E, é curioso observar que algumas pessoas concordam e discordam, comentam e não fazem nenhum juízo de valor sobre o assunto.

Vejo até, em algumas oportunidades, pessoas que queriam discordar, mas, por problemas com a redação das ideias e, também de compreensão do conteúdo, concordam. E vice-versa.

Certa vez, numa discussão filosófico-etílica do grupo com o qual me reúno, chegamos à conclusão que as redes sociais (podemos incluir os famigerados grupos de Whatsapp) afastam do contato pessoal. Hoje é mais simples mandar uma mensagem (ou msg) de felicitações do que dar um telefonema. Mas não é só: elas também instituíram o superficialismo em toda e qualquer discussão que lá acontece.


É triste, mas estamos nos afastando e emburrecendo com o auxílio de nossos próprios amigos nestas redes. E o pior: não conseguimos enxergar esse processo.

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