Não sou fã de
redes sociais, apesar de estar inscrito em várias delas pelas mais diversas
razões. No Twitter sigo diversos
jornais e fontes de informação, assim como alguns colunistas e personalidades
que podem acrescentar algo, seja com mensagens em 140 caracteres, seja com
links para assuntos mais longos e interessantes.
Passei mais de
6 meses fora do Facebook e confesso
que não me fez a menor falta. Já achava que nada ali acrescentava algo na minha
vidinha simples. A conta estava suspensa desde então, sem atualização, sem
notificação, sem mensagens.
Infelizmente,
na última semana, para poder usar um aplicativo de celular, fui obrigado a usar
os dados da conta desativada e, qual não foi a minha surpresa, ela voltou à
ativa. Fiz até algumas atualizações de informações e coisas afins, para não
parecer que eu saí do planeta e voltei agora.
Qual não foi a
minha surpresa ao verificar que, tudo encontra-se exatamente como quando eu
suspendi o acesso! Nenhuma evolução. O pessoal que defende o governo (as
classes dos Is – Iludidos e/ou Interessados), continua com a mesma cantilena.
Somente
duas novas discussões: redução da maioridade penal e casamento gay (essa é meio
velha, mas fazer o quê?). Daqui uns dias escrevo minha opinião sobre os dois assuntos.
Olhando
friamente, o problema não é o assunto, alguns são relativamente importantes. A
forma como eles são tratados, entretanto, é que é preocupante: na maioria das
vezes, apenas com raciocínios rasos e tacanhos. E, é curioso observar que
algumas pessoas concordam e discordam, comentam e não fazem nenhum juízo de
valor sobre o assunto.
Vejo até, em
algumas oportunidades, pessoas que queriam discordar, mas, por problemas com a
redação das ideias e, também de compreensão do conteúdo, concordam. E
vice-versa.
Certa vez,
numa discussão filosófico-etílica do grupo com o qual me reúno, chegamos à
conclusão que as redes sociais (podemos incluir os famigerados grupos de Whatsapp) afastam do contato pessoal.
Hoje é mais simples mandar uma mensagem (ou msg) de felicitações do que dar um
telefonema. Mas não é só: elas também instituíram o superficialismo em toda e
qualquer discussão que lá acontece.
É triste, mas estamos
nos afastando e emburrecendo com o auxílio de nossos próprios amigos nestas redes. E o pior: não conseguimos enxergar esse processo.
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