quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Sobre brasileiros, eleições e outros paranauês.

Estamos em época de eleição nas seccionais da OAB. Abro o jornal esta semana e vejo que uma das chapas que concorre em São Paulo tem como candidata à Vice-Presidente, a filha de um advogado muito ligado ao ex-presidente Lula.

Em decorrência da notícia, ouço uma série de teorias conspiratórias, a principal dando conta que o PT planeja tomar de assalto também a OAB.

Ouço, penso, reflito e....

Observo que nada mais me espanta. O PT no governo, assim como seus partidos aliados, seguem o “Método Chavista”, uma evolução porca do totalitarismo cubano, cujo líder quadrilheiro, Fidel Castro, apoiava, idolatrava e recebia ajuda do Coronel Chávez.

A propósito, não esqueçam que Chávez era militar!

A receita é sempre a mesma: medidas populistas, irresponsabilidade fiscal, aparelhamento do Estado e das instituições. Aparelhamento tal que membros do partido sempre fazem menção aos “cinco votos” que possuem na mais alta corte do País.

Um ex-presidente de uma seccional da OAB já emprestou apoio declarado ao Grande Líder Lula!

O pior, é que o partido no poder foi amplamente apoiado pelos demais partidos de “esquerda” (deveria por um emoticon de risada aqui?), pela “intelligenzia” socialista (outro emoticon?), todos agora traídos, e que nada fazem a não ser empinar seu nariz e fingir que nada veem.

Fingem que não veem que o projeto do PT era um projeto de poder e enriquecimento e não de Estado. Apoiaram aquilo que sempre “combateram”.

Esses partidos de “esquerda” que são responsáveis por condutas tão torpes e difundidas, tudo sempre em nome do poder. A ponto de um empresário milionário e conhecido por suas práticas pouco usuais ter sido eleito por um partido “comunista” para determinado cargo. Acho que não sabe nem apontar no mapa onde fica Cuba ou Coréia do Norte, apenas para citar dois países “comunistas”.

Daí a chegar a eleição para presidentes regionais de uma entidade de classe com tanta visibilidade como a OAB, é algo muito simples.

Presidentes que almejam o terceiro ou o quarto mandato, chapas que são apoiadas e às vezes até compostas por membros com clara intenção de voos políticos mais amplos são alguns dos exemplos mais comuns.

Justamente na OAB, que se jacta de ter estado a frente dos movimentos democráticos, de cobrar o funcionamento das instituições, entre outras causas nobres, é permitido que sejam criadas verdadeiras “dinastias presidenciais”.

Não há limite de reeleições e não há necessidade de afastamento da direção. Ou seja: tudo aquilo que se cobra dos outros, em muitos casos, não se exige em casa.

E a “máquina” funciona como um rolo compressor com mordomias, favores e apoios interessados. Novas sedes regionais são inauguradas com pompa e circunstância, com a presença de membros do executivo, legislativo, judiciário e até eclesiástico dando impressão de uma grande vitória local quando, na verdade, são erguidas com o sacrifício de todos os advogados do Estado.

E essa mesma regional não possui qualquer autonomia financeira, exceção feita a pequenas receitas locais tais como as fotocopiadoras em fóruns. Ganha uma sede, mas não manda no próprio orçamento.

Neste aspecto, não podemos esquecer que a própria OAB cobra do Poder Executivo a autonomia do Poder Judiciário sobre suas próprias receitas e despesas. Pelo menos durante as campanhas eleitorais quadrienais a cobrança é repetida.

Depois, nos quatro anos de mandato do executivo eleito, o assunto fica esquecido, meio de lado, mas também não tem problema, afinal, ela mesma não proporciona autonomia, o que dirá cobrá-la.

Nestas eleições da classe dos advogados, muitos advogados propõem a defesa intransigente da classe, mas, no fundo, buscam mesmo é sua cota de poder.

A OAB hoje nada mais é do que um retrato mal ajambrado da própria sociedade brasileira. A diferença é que está revestida de corporativismo.
Seja lá quem for eleito, será mais do mesmo.


Tomara que eu me engane.