sexta-feira, 3 de julho de 2015

Eu tenho direitos.

Eu tenho direitos. O principal deles é o meu inalienável direito de opinião.

Eu tenho o direito de:

1.      Dizer que o Estado brasileiro está inchado, obeso, repleto de cargos de confiança e rapapés que fazem com que ele tenha um impacto altíssimo sobre o que se produz aqui. Podia listar mais um tanto de coisas...

2.      Querer que essa farra acabe, e de defender  Estado no menor tamanho possível;

3.      Dizer que a PresidentE cometeu estelionato eleitoral ao dizer que ia diminuir o custo da energia na canetada, para depois impor aumentos sucessivos num período em que a crise já está instalada. O Sr. Paulo Skaf da FIESP está junto no estelionato, porque também foi à TV dizer que tinha sido apoiador da medida e, insinuando, inclusive, sua influência nessa decisão;

4.      Acreditar e defender que o sistema penal brasileiro é frouxo e o prisional desumano, e de ainda não ter uma opinião formada sobre a redução da maioridade penal, mas acreditar que o sistema que avalia a capacidade do infrator/criminoso responder por seus atos é mais lógico e justo;;

5.      Defender que é o próprio governo (federal, estadual e municipal, do PT, do PSDB, do PSOL e da PQP) não investe em educação, porque é cômodo e adequado que as crianças estejam aí, com seus smartphones na mão, no whatsapp e no facebook, lendo tudo quanto é tipo de abobrinha, geralmente escrita em tese rasa, formando uma geração de imbecis;

6.      Entender que, no comando dessa salada de partidos não tem inocente nenhum, e na base tem um monte de iludidos e interessados;

7.      Ler uma determinada notícia em pelo menos 4 jornais diferentes e formar a minha própria opinião, assim como não querer ler os babacas da chapa branca do governo, que vivem das verbinhas de publicidade governamentais;

8.      Apoiar a existência do casamento homoafetivo, que já existe por autorização expressa do Supremo Tribunal Federal, que é, em última instância, quem interpreta a Lei. A imbecilidade de malafaias, felicianos e cunhas não impede esta existência e nem se confunde com as questões religiosas. Casamento é contrato público de convivência entre duas pessoas, sejam elas quem forem;

9.      Apoiar a descriminalização do uso de determinada droga ou substância alucinógena, na mesma medida em que a apoio tratamento duro para o tráfico (o problema não é fumar um banza, é colocar a molecada para vender na escola);

10.  Ouvir Pink Floyd, Bauhaus, Nelson Gonçalves, Chitãozinho e Xororó e outras tantas coisas e não saber quem é o tal do Cristiano Araújo;

Eu tenho o direito de ter esta opinião e outras tantas, que não me tornam de esquerda, nem de direita. Só demonstram que eu penso fora da caixinha e consigo ver que entre o preto e o branco tem um tanto de tons de cinza.


Esse é o meu direito, e eu não abro mão dele.

Nenhum comentário:

Postar um comentário