Eu tenho direitos.
O principal deles é o meu inalienável direito de opinião.
Eu tenho o
direito de:
1.
Dizer que o Estado brasileiro está inchado, obeso,
repleto de cargos de confiança e rapapés que fazem com que ele tenha um impacto
altíssimo sobre o que se produz aqui. Podia listar mais um tanto de coisas...
2.
Querer que essa farra acabe, e de defender Estado no menor tamanho possível;
3.
Dizer que a PresidentE cometeu estelionato eleitoral ao
dizer que ia diminuir o custo da energia na canetada, para depois impor
aumentos sucessivos num período em que a crise já está instalada. O Sr. Paulo
Skaf da FIESP está junto no estelionato, porque também foi à TV dizer que tinha
sido apoiador da medida e, insinuando, inclusive, sua influência nessa decisão;
4.
Acreditar e defender que o sistema penal brasileiro é
frouxo e o prisional desumano, e de ainda não ter uma opinião formada sobre a
redução da maioridade penal, mas acreditar que o sistema que avalia a
capacidade do infrator/criminoso responder por seus atos é mais lógico e justo;;
5.
Defender que é o próprio governo (federal, estadual e
municipal, do PT, do PSDB, do PSOL e da PQP) não investe em educação, porque é
cômodo e adequado que as crianças estejam aí, com seus smartphones na mão, no
whatsapp e no facebook, lendo tudo quanto é tipo de abobrinha, geralmente
escrita em tese rasa, formando uma geração de imbecis;
6.
Entender que, no comando dessa salada de partidos não
tem inocente nenhum, e na base tem um monte de iludidos e interessados;
7.
Ler uma determinada notícia em pelo menos 4 jornais
diferentes e formar a minha própria opinião, assim como não querer ler os
babacas da chapa branca do governo, que vivem das verbinhas de publicidade
governamentais;
8.
Apoiar a existência do casamento homoafetivo, que já
existe por autorização expressa do Supremo Tribunal Federal, que é, em última
instância, quem interpreta a Lei. A imbecilidade de malafaias, felicianos e
cunhas não impede esta existência e nem se confunde com as questões religiosas.
Casamento é contrato público de convivência entre duas pessoas, sejam elas quem
forem;
9.
Apoiar a descriminalização do uso de determinada droga
ou substância alucinógena, na mesma medida em que a apoio tratamento duro para
o tráfico (o problema não é fumar um banza, é colocar a molecada para vender na
escola);
10. Ouvir
Pink Floyd, Bauhaus, Nelson Gonçalves, Chitãozinho e Xororó e outras tantas
coisas e não saber quem é o tal do Cristiano Araújo;
Eu tenho o
direito de ter esta opinião e outras tantas, que não me tornam de esquerda, nem
de direita. Só demonstram que eu penso fora da caixinha e consigo ver que entre
o preto e o branco tem um tanto de tons de cinza.
Esse é o meu
direito, e eu não abro mão dele.
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