terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Sobre amores escolares, decepções e outras coisas

O colunista Ivan Ângelo escreveu na última Veja São Paulo um agradável texto sobre amores escolares, contando, inclusive, algumas experiências suas. Achei que o tema podia dar um caldo.

Sou conhecido por ter uma memória privilegiada. Lembro-me de fatos ocorridos há muito tempo, com detalhes. Para alguns esta memória é uma dádiva.  Para mim, nem tanto.  Isto porque eu me lembro da absoluta maioria dos fatos relevantes que ocorreram na minha vida. Dos mais agradáveis aos mais horríveis.

Lendo a coluna, fui pensando nos “amores escolares” de minha vida. Por óbvio, que esta lembrança começou lá no Jardim da Infância, no alto dos meus seis anos talvez.

Daniela. Morena, cabelo preto. Filha da dona da escola. Éramos da mesma “sala”, eu lhe fazia companhia no jardim dos fundos da escola durante os momentos de recreação, brincávamos juntos, enfim, estávamos ali, lado a lado, pertinho.

E, como todo grande primeiro amor, foi o causador da primeira grande decepção. Primeira porque muitas outras seguiriam-se ao longo da minha vida (como eu sofri por amor, paixão, etc, mas isso é assunto para outo post). Talvez essa tenha sido a mais marcante, pela inocência, pela pureza do sentimento envolvido. Enfim, eu nunca esqueci.

Festa Junina da escolinha. Sempre tem o casamento (ou tinha, naquela época). Daniela é a “noivinha”, a rainha da festa. Na minha cabecinha infante, era obvio que eu seria o noivo, afinal eu era o melhor amigo, o quase namorado.

Pois eis que o escriba aqui é escolhido para ser: o padre! Veja só que ironia: não apenas não seria o noivo como teria de “celebrar” o casamento. 

Curiosamente, eu não me lembro o nome do “noivinho”. Minha mãe me disse certa vez que ele era meu amigo até esse dia. Depois, jamais toquei no nome dele de novo.

Do alto dos meus seis anos, fui o padre, cumpri meu papel, mas nunca me esqueci.

Talvez, porque a tristeza destas decepções são inesquecíveis.


Até o próximo!

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