O colunista Ivan Ângelo escreveu
na última Veja São Paulo um agradável texto sobre amores escolares, contando,
inclusive, algumas experiências suas. Achei que o tema podia dar um caldo.
Sou conhecido por ter uma memória
privilegiada. Lembro-me de fatos ocorridos há muito tempo, com detalhes. Para
alguns esta memória é uma dádiva. Para
mim, nem tanto. Isto porque eu me lembro
da absoluta maioria dos fatos relevantes que ocorreram na minha vida. Dos mais
agradáveis aos mais horríveis.
Lendo a coluna, fui pensando nos “amores
escolares” de minha vida. Por óbvio, que esta lembrança começou lá no Jardim da
Infância, no alto dos meus seis anos talvez.
Daniela. Morena, cabelo preto.
Filha da dona da escola. Éramos da mesma “sala”, eu lhe fazia companhia no
jardim dos fundos da escola durante os momentos de recreação, brincávamos juntos,
enfim, estávamos ali, lado a lado, pertinho.
E, como todo grande primeiro
amor, foi o causador da primeira grande decepção. Primeira porque muitas outras
seguiriam-se ao longo da minha vida (como eu sofri por amor, paixão, etc, mas
isso é assunto para outo post). Talvez essa tenha sido a mais marcante, pela
inocência, pela pureza do sentimento envolvido. Enfim, eu nunca esqueci.
Festa Junina da escolinha. Sempre
tem o casamento (ou tinha, naquela época). Daniela é a “noivinha”, a rainha da
festa. Na minha cabecinha infante, era obvio que eu seria o noivo, afinal eu
era o melhor amigo, o quase namorado.
Pois eis que o escriba aqui é
escolhido para ser: o padre! Veja só que ironia: não apenas não seria o noivo
como teria de “celebrar” o casamento.
Curiosamente, eu não me lembro o nome do “noivinho”.
Minha mãe me disse certa vez que ele era meu amigo até esse dia. Depois, jamais
toquei no nome dele de novo.
Do alto dos meus seis anos, fui o
padre, cumpri meu papel, mas nunca me esqueci.
Talvez, porque a tristeza destas
decepções são inesquecíveis.
Até o próximo!
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